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sábado, 21 de julho de 2018

A EVOLUÇÃO DA FORMA - Poesia de Rumi




Toda forma que vês


tem seu arquétipo no mundo sem­lugar.


Se a forma esvanece, não importa,


permanece o original.


As belas figuras que vistes


as sábias palavras que escutaste,


não te entristeças se pereceram


Enquanto a fonte é abundante,


o rio dá água sem cessar.


Por que te lamentas se nenhum dos dois se detém?


A alma é a fonte,


e as coisas criadas, os rios.


Enquanto a fonte jorra, correm os rios.


Tira da cabeça todo o pesar


e sorve aos borbotões a água deste rio.


Que a água não seca, ela não tem fim.


Desde que chegaste ao mundo do ser,


uma escada foi posta diante de ti, para que escapasses.


Primeiro, foste mineral;


depois, te tornaste planta,


e mais tarde, animal.


Como pode ser isto segredo para ti?


Finalmente foste feito homem,


com conhecimento, razão e fé.


Contempla teu corpo – um punhado de pó –


vê quão perfeito se tornou!


Quando tiveres cumprido tua jornada,


decerto hás de regressar como anjo;


depois disso, terás terminado de vez com a terra,


e tua estação há de ser o céu.


Passa de novo pela vida angelical,


entra naquele oceano,


e que tua gota se torne mar,


cem vezes maior que o Mar de Oman.


Abandona este filho que chamas corpo


e diz sempre “Um” com toda a alma.


Se teu corpo envelhece, que importa?


Ainda é fresca tua alma.


Rumi

Poesias Sufi

terça-feira, 10 de outubro de 2017

GUERREIRO DA PAZ - El que une la verdad




Eu chamo a força, eu chamo a força, eu chamo a força
Força das pedras para me firmar

Eu chamo a terra, eu chamo a terra, eu chamo a terra
Eu chamo a terra para me enraizar

Eu chamo o vento, eu chamo o vento , eu chamo o vento
Eu chamo o vento vem me elevar

Eu chamo o fogo, eu chamo o fogo , eu chamo o fogo
Eu chamo o fogo para me purificar

Eu chamo a Lua, chamo o Sol, chamo as estrelas
Chamo o universo para me iluminar

Eu chamo a água, chamo a chuva e chamo o rio
Eu chamo todos para me lavar

Eu chamo o raio, o relâmpago e o trovão
Eu chamo todo o poder da criação

Eu chamo o mar, chamo o céu e o infinito
Eu chamo todos para nos libertar

Eu chamo Cristo, eu chamo Buddha, Eu chamo Krishna
Eu chamo a força de todos orixás

Eu chamo todos com suas forças divinas
Eu quero ver o universo iluminar

Eu agradeço pela vida e a coragem
Ao universo pela oportunidade
E a minha vida eu dedico com amor
Ao sonho vivo da nossa humanidade

Sou mensageiro, sou cometa, eu sou indígena
Eu sou filho da nação do Arco Íris
Com meus irmãos eu vou ser mais um guerreiro
Na nobre causa do Inka Redentor

Eu sou guerreiro, eu sou guerreiro e vou lutando
A minha espada é a palavra do amor
O meu escudo é a bondade no meu peito
E o meu elmo são os dons do meu senhor

Eu agradeço a nossa Mãe e ao nosso Pai
E aos meus irmãos por todos me ajudar
A minha glória para todos eu entrego
Porque nós todos somos um nesta união

Ñdarei a sã
ñdarei a sã
ñdarei a sã
Desde o principio
todos nós somos irmãos!

Orei ouá
Orei ouá
Orei ouá
Viva o Poder de todo o universo!


Musica de Orestes Grokar, 
regente das cerimônias xâmanicas dentro da Doutrina do Santo Daime 
em Santa Maria no Rio Grande do Sul. Coordenador da Nação Tutumbaiê. http://nacaotutumbaie.vilabol.uol.com...


sexta-feira, 19 de maio de 2017

A arte do arco-e-flecha

Resultado de imagem para a arte do arco e flecha


No Japão, um professor estava aprendendo a arte do arco-e-flecha com um mestre Zen. 


Ele se tornou perfeito, 100% perfeito, não errava nenhum alvo.

Naturalmente, ele disse ao mestre: 


- Agora o que resta aprender aqui? Posso ir embora agora?


O mestre respondeu: 

-Você pode ir, mas não aprendeu nem o bê-á-bá da minha arte


- O bê-á-bá da sua arte? Mas eu sempre acerto o alvo!

- Quem está falando em alvo? 

Qualquer tolo pode fazer isso, basta praticar.  Isso não tem nada de mais; agora é que começa a verdade. 


Quando o arqueiro pega o arco e a flecha e mira o alvo,  há três coisas aí: 

uma é o arqueiro, 
o mais fundamental e básico, a fonte, a essência; 

há a flecha, 
o que passará do arqueiro para o alvo; 

e depois há o "olho do touro", 
o alvo, o ponto mais distante. 


Se você acertou o alvo, atingiu o mais distante, tocou na periferia. 
Você precisa tocar na fonte;  você se tornou tecnicamente um especialista em atingir o alvo;  mas, se estiver tentando penetrar nas águas mais profundas isso não é muito. 


Você é um especialista, é uma pessoa de conhecimento, mas não de sabedoria. 

A flecha se movimenta a partir de você, mas você não sabe de que fonte vem a energia que a movimenta, com qual energia. 
Como ela se movimenta? 
Quem a está movimentando? 
Você não sabe isso, não conhece o arqueiro.


Você praticou o arco-e-flecha, o alvo você acertou, 
sua pontaria foi 100% perfeita, 
você se tornou eficiente com um nível de perfeição de 100%, 
mas isso se refere ao alvo. 


E você? E o arqueiro? 
Alguma coisa aconteceu no arqueiro? 
Sua consciência mudou um pouco? 
Não, nada mudou. Você é um técnico e não um artista.


Você vê as flores de uma árvore, 
mas esse não é o conhecimento real, 
a menos que você penetre fundo e conheça as raízes. 

As flores dependem das raízes; elas nada mais são do que a expressão da essência das raízes. 
As raízes estão carregando a poesia, a fonte, a seiva que se tornarão as flores, que se tornarão os frutos, que se tornarão as folhas. 
E, se você contar continuamente somente com as flores, os frutos e as flores e nunca penetrar na escuridão da terra, nunca entenderá a árvore, pois a árvore está nas raízes.

By Sergio Naguel

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