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segunda-feira, 4 de maio de 2020

Impermanente



“A impermanência 
já nos revelou muitas verdades, 
mas há um tesouro final sob sua guarda, 
que fica profundamente escondido de nós, 
cuja existência não suspeitamos 
e não reconhecemos, 
embora seja nosso do modo mais íntimo.”

– Sogyal Rinpoche, 
em 
“O Livro Tibetano do Viver e do Morrer”. 

sábado, 21 de julho de 2018

A EVOLUÇÃO DA FORMA - Poesia de Rumi




Toda forma que vês


tem seu arquétipo no mundo sem­lugar.


Se a forma esvanece, não importa,


permanece o original.


As belas figuras que vistes


as sábias palavras que escutaste,


não te entristeças se pereceram


Enquanto a fonte é abundante,


o rio dá água sem cessar.


Por que te lamentas se nenhum dos dois se detém?


A alma é a fonte,


e as coisas criadas, os rios.


Enquanto a fonte jorra, correm os rios.


Tira da cabeça todo o pesar


e sorve aos borbotões a água deste rio.


Que a água não seca, ela não tem fim.


Desde que chegaste ao mundo do ser,


uma escada foi posta diante de ti, para que escapasses.


Primeiro, foste mineral;


depois, te tornaste planta,


e mais tarde, animal.


Como pode ser isto segredo para ti?


Finalmente foste feito homem,


com conhecimento, razão e fé.


Contempla teu corpo – um punhado de pó –


vê quão perfeito se tornou!


Quando tiveres cumprido tua jornada,


decerto hás de regressar como anjo;


depois disso, terás terminado de vez com a terra,


e tua estação há de ser o céu.


Passa de novo pela vida angelical,


entra naquele oceano,


e que tua gota se torne mar,


cem vezes maior que o Mar de Oman.


Abandona este filho que chamas corpo


e diz sempre “Um” com toda a alma.


Se teu corpo envelhece, que importa?


Ainda é fresca tua alma.


Rumi

Poesias Sufi

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Respeito - Ana Mari



Quatro pontos tem a minha religião

faço deles a minha filosofia e faço deles a minha ação

viva, creia, ame e faça,

essa também é minha oração,

viva sua filosofia, ame a sua arte
,
creia na sua religião e faça a sua parte,

mas não use sua religião pra tentar reprimir o outro,

somos sete bilhões de mentes no mundo e

querer que todo mundo creia na mesma coisa 

é no mínimo papo de louco.

Eu respeito todos que tem fé,

eu respeito todos que não a tem,

eu respeito quem crê em um Deus,

eu respeito quem não crê em ninguém.

eu gosto de que tem fé no verso,

eu gosto de quem tem fé em si mesmo,

eu gosto de quem tem fé no universo,

e eu gosto dos que anda a esmo.

um abraço pra quem é da ciência,

um abraço pra quem é de Deus,

um abraço pra quem é da arte,

e um abraço pra quem é ateu.

axé pra quem é de axé, amém pra quem é de amém,

blessed pra quem é de magia,

e amor pra quem é do bem.

intolerância religiosa é a própria contradição,

religião vem do latim religare que significa união,

então pare de dividir o mundo 

entre os que vão e os que não vão para o paraíso,

o nosso mundo tá doente em tudo 

enquanto nos perdemos tempo brigando por isso,

ao invés de dividir as religiões 

entre as que são do mal e as que são do bem,

que tal botar sua ideologia no bolso e ajudar aquele moço 

que de frio morre na rua desamparado e sem ninguém,

os grandes mestres já disseram que precisamos de união, 

então porque não fazer do respeito também uma religião.


texto by: Revista Senso


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sábado, 28 de abril de 2018

A responsabilidade por "estar no mundo"

" Mais uma vez fui invadido por uma onda de orgulho e vaidade, e quis argumentar, dizendo que Don Juan estava errado. Fez-me sinal para me calar.

- A gente deve assumir a responsabilidade por estar num mundo fantástico- disse ele. - Estamos num mundo fantástico, sabe.

Concordei com a cabeça.

- Não estamos falando da mesma coisa- disse Don Juan.

- Para você, o mundo é fantástico porque, se não está entediado com ele, está com raiva dele. 

Para mim o mundo é fantástico porque é estupendo, assombroso, misterioso, insondável; 

meu interesse tem sido convencê-lo de que você deve assumir a responsabilidade de estar aqui, nesse mundo maravilhoso, neste deserto maravilhoso, nessa época maravilhosa. 

Queria convencê-lo de que deve fazer todos os atos contarem, já que só vai ficar aqui pouco tempo; 

na verdade, tempo de menos para presenciar todas as maravilhas desse mundo.

Insisti que ficar entediado com o mundo ou ter raiva dele fazia parte da condição humana.

- Então modifique-a - respondeu Don Juan, secamente.

- Se você não reagir a esse desafio, mais vale estar morto."

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quinta-feira, 12 de abril de 2018

Tú me quieres blanca - Revista Aluvião - Alfonsina Stoni (1892-1938) -

Tú me quieres alba,
Me quieres de espumas,
Me quieres de nácar. 
Que sea azucena
Sobre todas, casta. 
De perfume tenue. 
Corola cerrada.
Ni un rayo de luna
Filtrado me haya. 
Ni una margarita
Se diga mi hermana. 
Tú me quieres nívea,
Tú me quieres blanca,
Tú me quieres alba.
Tú que hubiste todas
Las copas a mano,
De frutos y mieles
Los labios morados. 
Tú que en el banquete
Cubierto de pámpanos
Dejaste las carnes
Festejando a Baco. 
Tú que en los jardines
Negros del Engaño
Vestido de rojo
Corriste al Estrago. 
Tú que el esqueleto 
Conservas intacto
No sé todavía
Por cuáles milagros,
Me pretendes blanca 
(Dios te lo perdone)
Me pretendes casta
(Dios te lo perdone)
¡Me pretendes alba!
Huye hacia los bosques;
Vete a la montaña;
Límpiate la boca;
Vive en las cabañas;
Toca con las manos
La tierra mojada;
Alimenta el cuerpo
Con raíz amarga;
Bebe de las rocas;
Duerme sobre escarcha;
Renueva tejidos
Con salitre y agua;
Habla con los pájaros
Y lévate al alba. 
Y cuando las carnes
Te sean tornadas,
Y cuando hayas puesto
En ellas el alma
Que por las alcobas
Se quedó enredada,
Entonces, buen hombre,
Preténdeme blanca,
Preténdeme nívea,
Preténdeme casta.
Tu me queres alva,
Me queres de espuma,
Me queres de nácar.
Que seja açucena
Sobre todas, casta.
De tênue perfume.
Corola cerrada.
Nem um raio de lua
Filtrado me haja.
Nem uma margarida
Se diga minha irmã.
Tu me queres niveal,
Tu me queres branca,
Tu me queres alva.
Tu que tiveste todas 
As copas à mão,
De frutos e méis
Os púrpuros lábios.
Tu que no banquete
Prataria de folhas
Deixaste as carnes 
Festejando a Baco.
Tu que nos jardins
Obscuros do Engano
Vestido de vermelho
Correste aos Destroços.
Tu que o esqueleto
Conservas intacto
Não sei todavia 
Por quais milagres,
Me pretendes branca
(Deus te perdoe)
Me pretendes casta
(Deus te perdoe)
Me pretendes alva!
Foge até os bosques;
Vê a montanha;
Limpa a boca;
Vive nas cabanas;
Toca com as mãos
A terra molhada;
Alimenta o corpo
Com raiz amarga;
Bebe das bicas;
Dorme ao sereno;
Renova tecidos
Com salitre e água;
Fala com os pássaros
E nasce ao amanhecer.
E quando às carnes
Retornares,
E quando colocares 
Nelas a alma
Que pelas alcovas 
Ficara perdida,
Então, bom homem,
Exija-me branca,
Exija-me niveal,
Exija-me casta.

Alfonsina Stoni (1892-1938)


*Sarita Borelli é pós-graduada em Design Editorial pelo Senac, graduada em Letras pela Universidade de São Paulo, designer, editora responsável pela Editora Gota e idealizadora da Revista Aluvião.

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terça-feira, 10 de outubro de 2017

GUERREIRO DA PAZ - El que une la verdad




Eu chamo a força, eu chamo a força, eu chamo a força
Força das pedras para me firmar

Eu chamo a terra, eu chamo a terra, eu chamo a terra
Eu chamo a terra para me enraizar

Eu chamo o vento, eu chamo o vento , eu chamo o vento
Eu chamo o vento vem me elevar

Eu chamo o fogo, eu chamo o fogo , eu chamo o fogo
Eu chamo o fogo para me purificar

Eu chamo a Lua, chamo o Sol, chamo as estrelas
Chamo o universo para me iluminar

Eu chamo a água, chamo a chuva e chamo o rio
Eu chamo todos para me lavar

Eu chamo o raio, o relâmpago e o trovão
Eu chamo todo o poder da criação

Eu chamo o mar, chamo o céu e o infinito
Eu chamo todos para nos libertar

Eu chamo Cristo, eu chamo Buddha, Eu chamo Krishna
Eu chamo a força de todos orixás

Eu chamo todos com suas forças divinas
Eu quero ver o universo iluminar

Eu agradeço pela vida e a coragem
Ao universo pela oportunidade
E a minha vida eu dedico com amor
Ao sonho vivo da nossa humanidade

Sou mensageiro, sou cometa, eu sou indígena
Eu sou filho da nação do Arco Íris
Com meus irmãos eu vou ser mais um guerreiro
Na nobre causa do Inka Redentor

Eu sou guerreiro, eu sou guerreiro e vou lutando
A minha espada é a palavra do amor
O meu escudo é a bondade no meu peito
E o meu elmo são os dons do meu senhor

Eu agradeço a nossa Mãe e ao nosso Pai
E aos meus irmãos por todos me ajudar
A minha glória para todos eu entrego
Porque nós todos somos um nesta união

Ñdarei a sã
ñdarei a sã
ñdarei a sã
Desde o principio
todos nós somos irmãos!

Orei ouá
Orei ouá
Orei ouá
Viva o Poder de todo o universo!


Musica de Orestes Grokar, 
regente das cerimônias xâmanicas dentro da Doutrina do Santo Daime 
em Santa Maria no Rio Grande do Sul. Coordenador da Nação Tutumbaiê. http://nacaotutumbaie.vilabol.uol.com...


quinta-feira, 4 de maio de 2017


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“We do our twenty minutes of meditation a day in the hope that,

properly stilled,

our minds will stop

just reflecting back to us the confusion and multiplicity of our world

but will turn to a silvery mist

like Alice’s looking glass

that we can step through

into a world where the beauty that sleeps in us will come awake at last.

We send scientific expeditions to Loch Ness 


because if the dark and monstrous side of fairy tales can be proved to exist,

who can be sure that the blessed side doesn’t exist, too?

I suspect that the whole obsession of our time with the monstrous in general

—with the occult and the demonic,

with exorcism and black magic

and the great white shark

—is at its heart only the shadow side of our longing for the beatific,

and we are like the knight in Ingmar Bergman’s film The Seventh Seal,

who tells the young witch about to be burned at the stake

that he wants to meet the devil her master, and when she asks him why,

he says, “I want to ask him about God. He, if anyone, must know.”



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"Nós fazemos nossos vinte minutos de meditação por dia na esperança de que,

adequadamente acalmados,

nossas mentes vão parar

apenas refletindo de volta para nós a confusão e multiplicidade de nosso mundo

mas se transformará em uma névoa prateada

como o espelho de Alice

que podemos atravessar

em um mundo onde a beleza que dorme em nós virá acordado finalmente.

Nós enviamos expedições científicas ao Loch Ness porque se o lado escuro e 

monstruoso dos contos de fadas puder ser provado existir,

Quem pode ter certeza de que o lado abençoado também não existe?

Eu suspeito que toda a obsessão do nosso tempo com o monstruoso em geral

- com o oculto e o demoníaco,

Com exorcismo e magia negra

E o grande tubarão branco

- está em seu coração apenas o lado sombrio de nosso anseio pelo beatífico,

E somos como o cavaleiro no filme de Ingmar Bergman, O Sétimo Selo,

Que diz à jovem bruxa prestes a ser queimada na fogueira

Que ele quer encontrar o diabo seu mestre, e quando ela lhe pergunta por que,

Ele diz: "Quero perguntar a Deus sobre Deus. Ele, se alguém, deve saber.


Frederick Buechner 
Listening to Your Life: Daily Meditations with Frederick Buechne





tradução by: https://translate.google.com.br

texto recebido de Mikaela Övén via GMail


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Morte e Vida Severina - Prólogo






O RETIRANTE EXPLICA AO LEITOR QUEM É E A QUE VAI


— O meu nome é Severino, 

não tenho outro de pia. 

Como há muitos Severinos, 

que é santo de romaria, 

deram então de me chamar 

Severino de Maria 

como há muitos Severinos 

com mães chamadas Maria, 

fiquei sendo o da Maria 

do finado Zacarias. 


Mais isso ainda diz pouco: 

há muitos na freguesia, 

por causa de um coronel 

que se chamou Zacarias 

e que foi o mais antigo 

senhor desta sesmaria. 


Como então dizer quem falo 

ora a Vossas Senhorias? 

Vejamos: é o Severino 

da Maria do Zacarias, 

lá da serra da Costela, 

limites da Paraíba. 


Mas isso ainda diz pouco: 

se ao menos mais cinco havia 

com nome de Severino 

filhos de tantas Marias 

mulheres de outros tantos, 

já finados, Zacarias, 

vivendo na mesma serra 

magra e ossuda em que eu vivia. 


Somos muitos Severinos 

iguais em tudo na vida: 

na mesma cabeça grande 

que a custo é que se equilibra, 

no mesmo ventre crescido 

sobre as mesmas pernas finas 

e iguais também porque o sangue, 

que usamos tem pouca tinta. 


E se somos Severinos 

iguais em tudo na vida, 

morremos de morte igual, 

mesma morte severina: 

que é a morte de que se morre 

de velhice antes dos trinta, 

de emboscada antes dos vinte 

de fome um pouco por dia 

(de fraqueza e de doença 

é que a morte severina 

ataca em qualquer idade, 

e até gente não nascida). 


Somos muitos Severinos 

iguais em tudo e na sina: 

a de abrandar estas pedras 

suando-se muito em cima, 

a de tentar despertar 

terra sempre mais extinta, 


a de querer arrancar 

alguns roçado da cinza. 

Mas, para que me conheçam 

melhor Vossas Senhorias 

e melhor possam seguir 

a história de minha vida, 

passo a ser o Severino 

que em vossa presença emigra. 







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segunda-feira, 3 de abril de 2017

Novo Tempo, Nova Vida - Eliane Haas

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Jesus Cristo eu quero vos agradecer
Por me mostrar este caminho.
Em vossas mãos vou colocar o meu destino
E nova vida receber.
Abaixo as armas que em batalha tanto usei
Deposito aos vossos pés.
Levanto agora a bandeira da vitoria
Que na paz eu conquistei.

João Batista que aqui me batizou
Nas águas pardas da floresta.
Para que eu possa acabar por entender
Que esse tempo já passou.
Agora eu quero amansar meu coração,
Me redimir me iluminar.
Virando as costas pra toda essa falsidade ,
Desamor e traição.

Minha mãe que reina na terra e no céu
Vem comandando a ventania.
Vence demanda defendendo os seus filhos
Com escudo de São Miguel
Tudo que eu quero é ser feliz no seu jardim
Exercendo a compaixão.
Plantando amor, carinho e fraternidade
Com perfume de jasmim

Letra e teclado: Eliane Haas / Tambor: Emerson Fernandes / Gravado no Céu da Águia Dourada – Nova Friburgo - 13 de agosto de 2016




quinta-feira, 3 de novembro de 2016

No estás deprimido, estás distraído




Te olvidaste de mirar la belleza, 
de sentir el perfume de las flores, 
de escuchar música 
y soñar con besos apasionados.

No estás triste estás confundido. 
Aturdido con tanta cosa nueva o vieja 
con tanto futuro, por hacer, 
con tanto pasado por superar.

No estás aburrida, perdiste el deseo, 
porque estás buscando donde no está. 
Estás buscando donde no hay !

No estás enojada, 
necesitas abrazos, 
y besos 
y caricias en el cuerpo 
y en el alma, 
y estás cansada de esperarlas.

No estás solo, 
no estás sola. 
Hay billones de seres en este mundo, 
tan desencontrados de lo que quieren, 
que princesas y caballeros 
pasan a un lado uno del otro 
y no se reconocen. 
Se esconden de los otros 
y de ellos mismos.

Escondidos bajo la cama 
muertos de miedos del miedo ... 
Niños que jamás superaron los temores infantiles 
y aún se tapan hasta la cabeza 
por temor a sufrir.

Escondidos también de si mismos. 
Sin poder perdonarse. 
Cubiertos de fobias, 
de manías, 
de kilos, 
de ropajes de condicionamientos sociales. 
Llenando todos los vacíos internos 
con cosas equivocadas

Si quieres amor, no busques trabajo. 
Si deseas que te toquen, no termines tocándote solo, 
si tienes ganas de algo, busca esa pieza 
para que puedas completar el rompecabezas, 
de otra forma solo estarás tratando de hacer 
entrar un círculo en un cuadrado.

Qué estás esperando para superarte ..? 
Para sanarte ? 
Para dejar de lastimarte con privaciones, 
con culpas 
y con miedos ..? 
Estás esperando morir ? 
La gente hace cualquier cosa 
para evitar enfrentarse 
desnuda al espejo. 
Para evitar estar a solas con su alma

Como si pudieras escaparte de ti. 
No ves que te llevas donde vayas ! 
? Deja de huir !
Deja de buscar el mejor Guru, 
la última receta de bienestar, 
la terapia de moda.

Tú eres la enfermedad y la cura. 
Eres el enfermo y el médico, 
el vicio y el milagro. 
Tú eres tu enemigo más cercano. 
Tu único enemigo en realidad ! 
No hay nadie afuera, 
son ilusiones ! 
Siempre has sido tú.

No estás deprimido, como decía Facundo Cabral, 
estás distraído de la vida que te puebla...

Levántate de la cama, 
o del sillón, 
o del piso, 
o del confort... 
Lávate la cara 
con un jabón de un rico perfume a rosas, 
a mar, 
a "si puedo, 
y si quiero"... 
Vamos !!! 
Vamos !!

Y no importa lo que te haya pasado. 
No te ha pasado nada diferente de lo que a otros miles. Estamos juntos en este barco, 
agarra el dolor con las manos, 
hazlo parte de ti para que te deje de espantar, 
y ven conmigo a una casa 
donde las paredes están hecha de canciones.

No somos polvo, sino magia ! 

Que la muerte nos encuentre viviendo !

Nos vemos allí

Claudia Luna







Poesia e imagem By: